"Há perigos na escola pública". Centenas de professores desfilaram em Lisboa para exigir respostas

"Há perigos na escola pública". Centenas de professores desfilaram em Lisboa para exigir respostas

Um protesto simbólico assinalou o Dia Mundial do Professor. Os docentes desfilaram do Príncipe Real ao Largo Camões, em Lisboa, e alertaram para as principais dificuldades da carreira.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Tiago Petinga - Lusa

Centenas de professores estiveram em protesto esta segunda-feira em Lisboa para assinalar o Dia Mundial do Professor. O desfile foi marcado pela Federação Nacional de Professores (FENPROF) para exigir respostas aos problemas que continuam a afetar os docentes e as escolas.

Profissionais de vários pontos do país desfilaram com cartazes pelas ruas da capital. Pedem valorização da carreira, aposentações especiais e apoios financeiros ao Governo para conseguirem trabalhar nas cidades onde há falta de docentes.

Em entrevista à RTP durante o protesto, o secretário-geral da FENPROF lembrou que o objetivo do Dia Mundial do Professor é destacar o papel dos professores na construção da sociedade.

“O caminho que neste momento está a ser feito por este Governo, por este Ministério da Educação, é exatamente em sentido contrário”, considerou.

“Há perigos na escola pública. Neste momento há projetos que colocam em causa a escola pública que nós construímos neste Portugal democrático”.

José Feliciano da Costa vincou que a alteração da lei de bases do sistema educativo “é a questão central”, já que esta lei “bebe dos princípios constitucionais e obriga o Estado a dar respostas”.

A RTP falou ainda com alguns professores no protesto em Lisboa segundo os quais falta valorizar os docentes, a escola pública, os alunos e os pais.

“Não há possibilidade de alguém do Norte (…) se deslocar para trabalhar na Grande Lisboa, no Algarve. Os preços são incomportáveis, não dá para pagar para trabalhar”, afirmou uma das participantes.

Outra professora alertou que o que é proposto aos docentes “não vai chamar gente nova para a carreira”.
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